Ainda de férias e com tempo para pensar. As premissas do velho continente me aluviaram ou desaluviaram? Vendo e lendo os fatos cotidianos aqui do Brasil, assim que voltei me tiraram o pano do éter; índios pedindo genocídio por lhe faltarem o respeito e a terra, aterrorizante. A corte maior do pais numa novela onde se procura julgar homens da política e político que roubaram a sua nação. Roubos e roubos e assassinatos e roubos.

Me pergunto porque não temos aquela qualidade de vida do inglês? o que nos faltou e ainda falta que não nos permite aquilo tudo?

Não venho aqui com o deslumbre neo-parnazianista de quem volta de lá como que nada aqui prestasse. Mas quase nada funciona mesmo, e torna-se a quase nada funcionar , cada dia funcionado menos ainda.

Procurei um delito de lixo em toda Londres nos cinco dias que por lá passei. Perguntei-me não ser possível uma coisa daquelas, nem um copo plástico no chão, o chão das ruas mais limpo do que o chão de casa, desde as ruas principais ate as vicinais¿ como poder um ajuste de conduta onde quase nunca um rouba o outro, onde o metrô e o trem não atrasam e quando se atrasa um minuto ouve-se sonoros “realy sorry!”.

Eu não quero  uma outra pátria, até porque meu nome é em tupy, mas não poderíamos ter algo melhor para nós mesmos, um certo orgulho de sermos respeitosos conosco?

Hoje resolvi encarar a dura realidade nacional num tratado de como ver isso mais de perto: visitar Caruaru. Passei seis dias em Paris como puramente senhor dos meus pés, pedestre inveterado a ponto de fazer-me bolhas. E vi uma cidade voltada pros caminhantes. Em Caruaru e aqui em Garanhuns as calçadas são tomadas por carros. Impossível andar sem que não precisemos ir pra rua.

Não me venham falar desse tal orgulho nacional, que agora estamos ricos, que o mundo agora nos aceitam. Pode ate ser, na medida em que estamos muito mais ricos do que sempre fomos. Mas onde estamos colocando isso, como estamos aproveitando isso que nos fora dado? os ingleses bem souberam, roubando ou não, bem souberam e estão usufruindo os produtos da pilhagem mundial. Mas pelomenos esses se voltam para o próprio welfare state. Estão cuidando deles mesmos.

Coisas a serem pensadas.

 

 



Escrito por O dono do blog. às 23h30
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