Fico meio longe das letras mas volto a elas para poder me lembrar de outras coisas que não da para diagramar.

Sinto falta da bodega do Massilon. Como me faz falta aquele  lugar e como alguns lugares nos fazem falta mais que outros.

Gostava da rua simples e mítica, os sobrados mal lavados e mal pintados. Dos tipos sem tipo e cheios dos tipos, da cachaça ruim,  da cachaça quase ruim e  doce, do pé na parede da calçada, de Sérgio e dos assuntos de Sérgio e das vezes sem assunto com Sérgio, das pessoas pretensiosas mesmo parecendo sem serem, e das pessoas de preto com cigarro no bico. Do queijo, do queijo.

Penso nas mesas de madeira, onde as conversas ficavam nas brechas embaixo dos restos de comida. Beiradas de madeiras com cheiro de coversas nas frestas, as mais mil. Muitas minhas estão lá, agora impregnadas no arenoso chão do velho azulejo. Caídas provavelmente no pretume do silencio sem pessoas.

Que falta me faz Massilon, com suas boas musicas, com suas musicas ruins, com seu regionalismo universal.

Que eu possa voltar em Massilon, não no éter do  meu saudosismo agora, mas para estar lá de quando em vez enfiando conversas desconexas nas frestas da madeira das mesas, velhas mesas e frestas com comida de outros.


 



Escrito por O dono do blog. às 00h55
[] [envie esta mensagem] []



[ página principal ] [ ver mensagens anteriores ]


Histórico
Votação
Dê uma nota para meu blog


Outros sites
UOL - O melhor conteúdo
BOL - E-mail grátis