Um telefonema de Paris.

 

 duas horas atrás recebi um telefonema  e era de Paris. E era Michelson  que eu achei que estava em alguma missão religiosa na áfrica. Ou até mesmo morrido, porque morrer ás vezes é bom. Mas ele é bom e sendo bom e vívido preferiu a Paris. Não vejo ou ouço ou sinto Michelson por vários anos. Michelson guardou meu telefone debaixo da algibeira por mais de três anos. Ele sabe a serventia que tem guardar meu telefone de casa que não muda nunca para si. Isso mostra que ele tem gosto; mudou-se para Paris e tem meu telefone guardado no lado esquerdo do peito, aquele que tem a maior temperatura.

Michelson falou muito mal do parisiense. Eu falo mal de todo mundo. Mas resolvi  me calar por vários dias. Não escrevi aqui a séculos de meses e Michelson veio me reclamar de modo que, por Michelson e para Michelson, escrevo essa minha milionésima missiva eletrônica.

Devem estar esperando grande coisa de escrita, porque já que passei muito tempo sem escrever devo ter eu pensando em alguma coisa realmente digna de clivo e leitura, algo que mude o mundo. Aqui nada terei dito hoje que não tenha falado ontem: mudo o mundo mais com fala do que com escrita. Pelomenos o meu mundo.

Michelson deve esta dormindo agora sob o céu de Paris. Eu vou dormir sob o meu céu que tem mais estrelas do que o dele.

 



Escrito por O dono do blog. às 21h22
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