Não tenho escrito. Não me faltam assuntos. Não me faltam fatos. Não me falta a quem falar mal.

Não sei o que me falta.

Hoje abri a Veja e vi Jarbas Vasconcelos falando mal de tudo, inclusive do PMDB ( o que é isso?). Mandei-lhe uma missiva eletrônica em agradecimento. Gosto de tratar bem aos meus funcionários, principalmente quando eles tem clarividência e falam bem.

Hontem me madaram tomar  gardenal no lugar de barbitúrico. Gardenal não me serve. Pelomenos eu acho.

As vezes sou quase como a letra H . Como escrito em “ontem” acima não fez a menor diferença. Se tira-la não mudaremos a ordem das coisas.

Mas também não é tão assim. Sirvo muito bem pra algumas coisas. Vocês que não vêem isso.

Semana passada me chamaram de louco. Mês passado e nos últimos meses também.

Já to começando a pensar que sim.

Mas a verdade é que minha vida é hipinoticamente convencional. Estudei em colégio de freiras, de uma ordem européia cujo lema é Duc In Atum. Sempre li essa frase em latim pensando no peixe.

Sai do colégio aos dezesseis, passei no primeiro vestibular, me formei com vinte e um, fui um aluno aplicado, quase convencional.

Não falo mais que três línguas, uma delas mal, minha coluna dói, não tenho feito nada de grandioso que possa ser impresso.

Mas não tomo gardenal. Nem sei se me serviria. Não sou exemplo desse tipo de servidão.

Não sou exemplo para nada. Não me façam um Antonio Conselheiro.

Mereço mais respeito que Che Guevara.

Não me lembro qual grande líder tomava gardenal. Gardenal foi usado pela Alemanha nazista para matar criancinhas que não estava no ideal ariano do Führer. Será que querem me exterminar como aos alemãezinhos fofos? Querem me tirar para experiência cientista ate que eu morra?

Façam isso com os coelhinhos.

 

 



Escrito por O dono do blog. às 13h24
[] [envie esta mensagem] []



[ página principal ] [ ver mensagens anteriores ]


Histórico
Votação
Dê uma nota para meu blog


Outros sites
UOL - O melhor conteúdo
BOL - E-mail grátis