Quero te conhecer por dentro.
Nada no mundo moderno me choca mais do que o falso moralismo. Aceito bomba de Israel, aceito leite contaminado matando criancinha na China, aceito padre viado falando que ser viado não pode, aceito uísque falso, amor falso, mas aceitar o moralismo quadrado, esse é como veneno ruim de descer.
Vejo um movimento besta que invade as academias sexuais, etc e tal. Adoro a palavra etc, e tava comentando com um amigo esse findi ( também adoro essa palavra) sobre a sua elasticidade. Não a elasticidade desse meu amigo, que não deve estar boa, mas da palavra. Eteceteraetal. Acho lindo. Mas isso é assunto pra outro post.
Vamos falar agora desse povito que teima com o discurso de que: “não dou, só outro dia”. “Vai ter que dá, vai ter que dá”.
“Não, quero te conhecer por dentro primeiro.”
Caros amigos, bom mesmo é conhecer por fora. Ai não se erra. Não existe possibilidade de erro. É aquilo e pronto.
Conhecer alguém por dentro realmente é uma tarefa pouco sólida. Dá medo das possibilidades infindas de erro, de como a areia mole poder desestruturar o alicerce da casa. Nem tudo que parece é. Isso quando tu me mete um “ quero te conhecer por dentro”. Já quando tu me mete um “ quero te conhecer por fora”, é aquilo e aquilo mesmo.
Não quero ser sexólogo. Sou do tempo que Marta Suplicy dava aulas ao vivo na Tv mulher sobre como as mulheres poderiam gozar mais alto e mais intensivamente. Fico meio deprimido quando me lembro disso. Naquele tempo camisinha era artigo de festa de rico, e sexóloga não queria virar presidente da republica.
Por isso meu conselho é claro. Vá na pele primeiro, principalmente se ela estiver descoberta de roupa e perfumadinha e depois pense no papo. No dentro.
E se alguém algum dia continuar com o papo nefasto de “quero te conhecer por dentro e quero construir uma historia legal”, ao primeiro dia, ao primeiro contato, você, por obra da divina comédia, vire-se, revire-se e assustado, caro leitor, diga : - Não!
Escrito por O dono do blog. às 11h15
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