MyVibe.
Last train to london.
Se eu fosse você não leria esse texto ate o final. Vai ser entediante. Como tem sido. Não tenho pressa, não preciso ter pressa. Os contadores zeraram. Depois da atribulada balada e do reveiom das mundiças letradas, vim aqui para falar daquilo que mal falo. Tenho dificuldade de falar daquilo que transcende. Acredito que há os homens da ciência e os homens da fé. Estive na primeira categoria sempre, iluminado pela fisiologia, anatomia e patologia. E outras coisas nas quais a gente acaba acreditando pelo ato palpável do entendimento. Colocamos a parte no todo sempre. Metonímia? Esquecemos do grande mistério, da grande força, daquilo que não se explica pela ciência. Há que se ter uma exemplo firme do quão etéreo é a vida, do quanto ela é breve. Viver é uma fatalidade. Esquecemos disso todo dia santo e não santo. To tentando me lembrar disso. Bobagem não acreditar numa força superior. Tentei não pensar nisso, tentar não entender nada. Não gosto de altares, de rezas, de liturgias, de catequeses, de palavras ao vento, de imagens (só aquelas que andam e falam e não tem tatuagem de estrela no ombro). Mas queridos, hoje não da pra falar que somos dizimamente e indiscutivelmente pequenos antes aquilo que rege vidas e domina o ponteiro das horas. A bala enfiada no banco do meu carro me proporcionou uma clara reflexão pela vida, mais especificamente por minha vida e detí o contratexto de que nenhum problema é maior quando existe uma problema verdadeiramente grande . A mesma idéia de Neruda, acho que ele, que afirmara que devemos nos preocupar com os problemas reais, os virtuais deixemos no liquidificador de lixo existencial. Adoraria que todos passassem por uma situação extrema. Tudo fica melhor. A água do mar, o sexo, o sorvete de cupuaçu, a alma, o tédio, as horas. Portanto não esqueçamos da parte do todo; rezemos, oremos, agradeçamos seja em qualquer palco ou praça, façamos isso todo dia, em nome do que transcende a intelectualidade e em nome do que manda no trilho do trem das horas.
Escrito por O dono do blog. às 21h21
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